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Policial morto no Rio receberia promoção; ato saiu no dia do enterro

Policial da Core, elite da Polícia Civil do Rio, foi baleado e morto - Reprodução/Core
Policial da Core, elite da Polícia Civil do Rio, foi baleado e morto Imagem: Reprodução/Core
do UOL

Do UOL, em São Paulo

02/04/2025 10h45

João Pedro Marquini, 38, policial da CORE (Coordenadoria de Recursos Especiais) da Polícia Civil do Rio de Janeiro morto a tiros na noite do último domingo, receberia uma promoção no trabalho, mas o ato foi publicado apenas no dia de seu enterro.

O que aconteceu

A promoção foi por ''ato de bravura''. A decisão já havia sido tomada pela Secretaria de Estado de Polícia Civil na última sexta-feira, dois dias antes da morte do agente.

Ato, no entanto, foi publicado no Diário Oficial ontem. O novo cargo, de Comissário de Polícia, envolvia a coordenação de investigações, operações policiais e gestão de equipes, e passaria a valer a partir de amanhã.

CORE informou que Marquini colocou sua própria vida em risco inúmeras vezes. A polícia publicou uma nota de pesar e disse que o agente deixa um legal de coragem, dedicação e lealdade. "Respeitado e admirado por seus irmãos, tornou-se uma referência nas operações especiais", disse.

Agente se destacou internacionalmente, segundo a corporação. "Seu talento e determinação também o levaram a se destacar internacionalmente, representando a CORE com honra nos Estados Unidos, onde concluiu com destaque o tradicional curso da Swat da Miami Police", destacou a polícia.

Policial foi atacado a tiros

O policial João Pedro Marquini e a juíza Tula Mello - Reprodução - Reprodução
O policial João Pedro Marquini e a juíza Tula Mello
Imagem: Reprodução

João Pedro Marquini foi morto a tiros na Grota Funda na noite de domingo (30). Ele e a esposa, a juíza Tula Mello, do Tribunal do Júri, estavam em carros separados. Ela seguia em seu carro particular blindado e o agente vinha logo atrás, sozinho. Na altura do Túnel da Grota Funda, criminosos atacaram.

Juíza não se feriu. O carro dela foi atingido por disparos, mas os tiros não perfuraram o automóvel.

Ninguém foi preso até o momento. A polícia realizou buscas na comunidade do Cesar Maia, em Vargem Pequena, mas ninguém foi preso.

O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital. Ainda não há informações detalhadas do que teria motivado o ataque.

João Pedro e Tula estavam casados desde fevereiro de 2024. Nas redes sociais, ela postava fotos do casal em viagens por diferentes países.

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