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Moraes manda prender Léo Índio após fuga dele para a Argentina

do UOL

Do UOL, em Brasília

02/04/2025 18h23Atualizada em 02/04/2025 18h47

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), mandou prender nesta tarde o empresário Léo Índio, primo dos filhos mais velhos de Jair Bolsonaro, após ele fugir para a Argentina. Ele é réu no STF por envolvimento nos atos golpistas de 8 de Janeiro e está com o passaporte retido, proibido de deixar o país.

O que aconteceu

O ministro decidiu após a PGR apresentar manifestação favorável à prisão de Léo Índio. Gonet entendeu que ele descumpriu as cautelares impostas a ele e que, portanto, a prisão seria a medida cabível.

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Léo Índio pode ser preso se retornar ao Brasil. O mandado está em aberto. Sua defesa afirmou ao UOL que pretende recorrer da decisão.

Léo Índio é réu no STF. Ele responde a uma ação penal por envolvimento nos atos golpistas de 8 de Janeiro e teve seu passaporte apreendido ainda em 2023, no âmbito das investigações da Operação Lesa Pátria, da PF (Polícia Federal). Como o documento não é obrigatório para viagens no Mercosul, ele conseguiu entrar no país vizinho.

Localização informada ao STF estaria errada. Léo Índio disse ao UOL que está na região de Mendoza, no oeste da Argentina, uma área a mais de 2.000 km de distância daquela informada ao STF e às autoridades argentinas.

Primo dos filhos mais velhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Léo Índio também tem discurso político. Ele disse que pretende voltar ao Brasil assim que a "perseguição injusta acabar".

Efetivamente, verifica-se que o réu demonstrou ampla intenção de sair do território nacional com a finalidade de se evadir do distrito de culpa, uma vez que o acusado tendo plena ciência do cancelamento de seu passaporte, deliberadamente fugiu do Brasil, tendo ingressado na Argentina com o documento de identidade, em razão da desnecessidade de apresentação obrigatória de passaporte em países do Mercosul.
Alexandre de Moraes, ministro do STF, na decisão que decretou a prisão de Léo Índio

Réu no STF

Em fevereiro deste ano, a Primeira Turma do STF recebeu denúncia contra Léo Índio por unanimidade. A PGR apontou que ele cometeu os crimes de associação criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

A PGR usa imagens do próprio Léo Índio no dia, além de conteúdo encontrado em seu celular. Ele mesmo postou em suas redes sociais imagens de sua participação na manifestação no dia. Além disso, a investigação encontrou no celular dele mensagens que indicam que ele também incitou "atos violentos" e participou de outras manifestações antidemocráticas.

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