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Alckmin: Brasil deve aguardar anúncio dos EUA sobre tarifas para depois decidir linha de ação

O vice-presidente, Geraldo Alckmin, participa da cerimônia de abertura da Feira Internacional de Defesa e Segurança, realizada no Rio -  PAULO CARNEIRO/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
O vice-presidente, Geraldo Alckmin, participa da cerimônia de abertura da Feira Internacional de Defesa e Segurança, realizada no Rio Imagem: PAULO CARNEIRO/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Brasília

01/04/2025 16h30Atualizada em 01/04/2025 18h23

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, disse hoje que o Brasil deve aguardar o anúncio que os Estados Unidos farão amanhã sobre o plano tarifário para decidir qual será a linha de ação do governo brasileiro.

Em entrevista a jornalistas, Alckmin disse que o país tem o dever de proteger e fortalecer a economia brasileira e classificou o relacionamento com os Estados Unidos como "importante", já que é para lá que exporta mais produtos de valor agregado.

O vice-presidente voltou a dizer que o Brasil não é um problema para os norte-americanos e que o caminho e a disposição são sempre pelo diálogo. "O comércio foi o que estimulou as civilizações, o comércio é civilizatório, ele traz desenvolvimento, aproxima povos; é extremamente positivo e a disposição do Brasil é aberta ao diálogo e a fortalecer o comércio exterior", comentou.

Sobre o relatório divulgado na segunda-feira pelo governo americano sobre barreiras comerciais, que citou o Brasil, Alckmin afirmou que o documento repete questões que já são antigas para a pauta americana. No caso do etanol, por exemplo, o ministro reconheceu que a tarifa cobrada pelo Brasil é mais alta, mas ponderou que os produtores brasileiros não conseguem "entrar tanto" nos Estados Unidos com a venda de açúcar. "Então é o diálogo, esse é o bom caminho", afirmou.

Ainda segundo Alckmin, quando conversou com o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, os representantes do governo Trump não colocaram "questões específicas" sobre o comércio com o Brasil, mas um panorama mais geral.

Vamos aguardar qual a medida que os Estados Unidos vão tomar - e não só em relação ao Brasil, mas em relação ao mundo

O diálogo é permanente, o País aberto ao diálogo, defensor do comércio exterior, da aproximação entre os povos, não tem litígio com ninguém, é o ganha-ganha.
Geraldo Alckmin, vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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