Petróleo sobe 2% e ultrapassa US$ 74 após ameaças a Rússia e Irã
Os preços do petróleo fecharam com alta de cerca de 2%, atingindo uma máxima de cinco semanas nesta segunda-feira (31), devido a preocupações de que a oferta possa diminuir se o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, seguir com as ameaças de impor mais tarifas à Rússia e possivelmente atacar o Irã.
Os contratos futuros do Brent subiram US$ 1,11, ou 1,5%, para fechar a US$ 74,74 por barril, enquanto o petróleo WTI (West Texas Intermediate) dos EUA subiu US$ 2,12, ou 3,1%, para fechar a US$ 71,48.
Esse foi o maior fechamento do Brent desde 24 de fevereiro e o maior fechamento do WTI desde 20 de fevereiro.
O prêmio do Brent sobre o WTI caiu para US$ 3,02 por barril, seu valor mais baixo desde julho de 2024.
Os analistas disseram que quando o prêmio do Brent sobre o WTI cai abaixo de US$4 por barril, não faz muito sentido econômico para as empresas de energia enviar navios para o outro lado do oceano para buscar petróleo dos EUA, o que deve resultar em menores exportações dos EUA.
Trump disse no domingo que estava "irritado" com o presidente russo, Vladimir Putin, e que imporá tarifas secundárias de 25% a 50% sobre os compradores de petróleo russo se achar que Moscou está atrapalhando os esforços de Trump para acabar com a guerra na Ucrânia.
"A ameaça (de Trump) de tarifas secundárias sobre o petróleo da Rússia e do Irã é um fator que os participantes do mercado de petróleo estão acompanhando, embora ele tenha indicado que não planeja introduzi-las por enquanto", disse o analista do UBS Giovanni Staunovo. "Porém, há um risco crescente de maiores riscos de fornecimento no futuro."
O Kremlin disse nesta segunda-feira que a Rússia e os EUA estavam trabalhando em ideias para um possível acordo de paz na Ucrânia.