Militares dos EUA concluem "missão antiterrorismo" com El Salvador
WASHINGTON (Reuters) - Militares dos Estados Unidos concluíram uma "missão antiterrorismo bem-sucedida" em parceria com El Salvador, disse uma autoridade sênior do Pentágono nesta segunda-feira, embora o termo pareça se referir à deportação de supostos criminosos.
Mais cedo nesta segunda-feira, o Departamento de Estado disse que um grupo de supostos membros de gangue venezuelana e da MS-13 foi transportado para El Salvador pelos militares dos EUA na noite de domingo.
O termo "contraterrorismo" tem sido tradicionalmente usado no Pentágono para classificar operações que têm como alvo militantes em lugares como Iraque, Afeganistão e Síria.
O Pentágono não especificou que tipo de operação de "contraterrorismo" havia realizado em seu breve comunicado.
"O Departamento de Defesa concluiu uma missão bem-sucedida de combate ao terrorismo neste fim de semana, em parceria com El Salvador", disse o chefe de gabinete do secretário de Defesa Pete Hegseth, Joe Kasper, em um comunicado.
O Departamento de Estado, em comunicado separado nesta segunda-feira, disse que 17 pessoas, que segundo ele eram criminosos estrangeiros, foram deportadas no fim de semana.
O grupo de supostos criminosos violentos ligados à gangue Tren de Aragua e à MS-13 foi transportado pelos militares dos EUA na noite de domingo, disse o secretário de Estado, Marco Rubio, em um comunicado, acrescentando que os deportados incluíam assassinos e estupradores.
Trump, um republicano, assumiu o cargo em janeiro prometendo deportar milhões de imigrantes que estão ilegalmente nos EUA como parte de uma ampla repressão à imigração. No início deste mês, Trump invocou a Lei de Inimigos Estrangeiros, uma lei do século 18 que historicamente tem sido usada apenas em tempos de guerra, para atacar supostos membros da gangue venezuelana Tren de Aragua.
(Reportagem de Phil Stewart e Idrees Ali)