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Busca por sobreviventes de terremoto se intensifica em Mianmar e Tailândia; número de mortos ultrapassa 2.000

31/03/2025 10h24

BANGCOC (Reuters) - Sobreviventes foram retirados de escombros em Mianmar e sinais de vida foram detectados nas ruínas de um arranha-céu em Bangcoc, nesta segunda-feira, com a intensificação dos esforços para encontrar pessoas presas três dias após um grande terremoto no Sudeste Asiático que matou pelo menos 2.000 pessoas.

As equipes de resgate libertaram quatro pessoas, incluindo uma mulher grávida e uma menina, de prédios que desabaram em Mandalay, cidade no centro de Mianmar, perto do epicentro do terremoto de magnitude 7,7 de sexta-feira, informou a agência de notícias chinesa Xinhua.

Socorristas chineses com capacetes vermelhos carregaram um sobrevivente, envolto em um cobertor térmico metálico, em meio a pilhas de concreto quebrado e metal retorcido em um prédio de apartamentos em Mandalay, segundo imagens exibidas pela emissora estatal chinesa CCTV.

Imagens de drones da cidade mostraram um enorme edifício de vários andares destruído por camadas de concreto, mas alguns templos dourados ainda estavam de pé.

A guerra civil em Mianmar, onde uma junta militar tomou o poder por meio de um golpe em 2021, complicava os esforços para ajudar os feridos e desabrigados pelo maior terremoto do país do sudeste asiático em um século.

"O acesso a todas as vítimas é um problema (...) dada a situação de conflito. Há muitos problemas de segurança para acessar algumas áreas, principalmente nas linhas de frente", disse à Reuters Arnaud de Baecque, representante residente do Comitê Internacional da Cruz Vermelha em Mianmar.

Um grupo rebelde afirmou que os militares no poder em Mianmar ainda estavam realizando ataques aéreos em vilarejos após o terremoto, e o ministro das Relações Exteriores de Cingapura pediu um cessar-fogo imediato para ajudar nos esforços de socorro.

Na capital tailandesa, Bangcoc, as equipes de resgate retiraram outro corpo dos escombros de um arranha-céu em construção que desabou durante o terremoto, elevando o número de mortos no desabamento do edifício para 12, com um total de 19 mortos em toda Tailândia e 75 ainda desaparecidos no local da construção.

Máquinas de varredura e cães farejadores foram enviados ao local e a vice-governadora de Bangcoc, Tavida Kamolvej, disse que as equipes de resgate estavam trabalhando urgentemente para descobrir como acessar uma área onde sinais de vida foram detectados, três dias após o terremoto.

As chances reais de sobrevivência diminuem após 72 horas, declarou ela, acrescentando: "Temos que acelerar. Não vamos parar mesmo depois de 72 horas".

Em Mianmar, a mídia estatal informou que o número de mortos chegou a 2.065 e mais de 270 estavam desaparecidos e que o governo militar havia declarado um período de luto de uma semana a partir de segunda-feira.

O Wall Street Journal, citando a junta, informou que o número de mortos havia chegado a 2.028 em Mianmar, enquanto o Governo de Unidade Nacional da oposição, que inclui remanescentes do governo deposto em 2021, calculou o número de mortos em 2.418 na segunda-feira. A mídia estatal chinesa disse que três cidadãos chineses estavam entre os mortos.

A Reuters não pôde confirmar imediatamente o novo número de mortos. O acesso à mídia tem sido restrito no país desde que a junta assumiu o poder. O chefe da junta, general Min Aung Hlaing, alertou no fim de semana que o número de mortes poderia aumentar.

(Reportagem da Redação de Bangcoc; Panu Wongcha-um, Shoon Naing, Wa Lone)

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