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Governadores aliados defendem Bolsonaro, mas evitam críticas a Moraes e STF

O governador de São aulo, Tarcisio de Freitas, e Jair Bolsonaro em ato em Copacabana,no Rio - Mauro Pimentel/AFP
O governador de São aulo, Tarcisio de Freitas, e Jair Bolsonaro em ato em Copacabana,no Rio Imagem: Mauro Pimentel/AFP
do UOL

Do UOL, em São Paulo

27/03/2025 15h43Atualizada em 27/03/2025 15h50

Após a decisão que tornou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) réu, governadores aliados defenderam o ex-presidente, mas evitaram endossar as críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao ministro Alexandre de Moraes.

O que aconteceu

Aliados defenderam Bolsonaro, disseram que ele é inocente e o classificaram como "grande liderança política". Por outro lado, os governadores não embarcaram na narrativa de perseguição política, frequentemente usada pelos bolsonaristas.

Alguns dos governadores são cotados para disputar o espólio político de Bolsonaro em 2026. É o caso de Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, um dos mais próximos ao ex-presidente, de Ratinho Junior (PSD), do Paraná, e Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais. O único a se colocar publicamente como candidato foi Ronaldo Caiado (União Brasil), de Goiás.

Nas redes sociais, Tarcísio exaltou Bolsonaro e afirmou que esse não será o último desafio a ser enfrentado pelo ex-presidente. "Jair Bolsonaro é a principal liderança política do Brasil, e assim seguirá", escreveu nas redes sociais.

Sabemos que esse não é o primeiro e não será o último desafio a ser enfrentado, mas sabemos também que a verdade prevalecerá e sua inocência será comprovada. Estou certo de que Jair Bolsonaro conduzirá esse processo com a coragem que sempre motivou todos ao seu redor. Siga contando comigo e com os milhões de brasileiros que estão ao seu lado. Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo. Tarcísio de Freitas, governador de SP

Zema também se manifestou nas redes. "O maior líder da oposição ao governo do PT é Jair Bolsonaro. Espero que a justiça seja feita e que ele recupere seus direitos políticos", declarou.

Jorginho Mello (PL), de Santa Catarina, foi mais firme na defesa. Ele disse que Bolsonaro merece estar nas urnas em 2026, apesar de o ex-presidente estar inelegível por decisão da Justiça Eleitoral.

Presidente Bolsonaro respeitou o processo democrático. Não há nenhuma ação ou fala comprovando o contrário. Não tenho medo de me posicionar ao lado dele, como sempre fiz. Bolsonaro é o maior líder de oposição no Brasil e merece estar nas urnas em 2026. Deixa o povo decidir! Jorginho Mello, governador de SC

Cláudio Castro (PL), do Rio de Janeiro, também se manifestou. "A trajetória pública do presidente sempre foi marcada por seu compromisso com o povo brasileiro. Tenho plena confiança de que a Justiça brasileira vai tratar o caso com a responsabilidade necessária prevista na lei."

Ratinho Junior foi o único a falar sobre o rito do processo no STF. Para ele, Bolsonaro deveria ser julgado pelo plenário da Corte. A ação é analisada pela Primeira Turma, composta por cinco ministros. "Acho que, por se tratar de um ex-presidente, o julgamento não poderia ser feito por uma turma, mas pelo plenário", disse durante um evento do Lide em Pernambuco.

Caiado discordou dos argumentos usados por Bolsonaro e negou que o país esteja vivendo sob uma ditadura. "Existe um descontentamento por parte do ex-presidente em relação à maneira como está sendo conduzido o processo. Mas, até aí, ser dito 'ditadura', não acredito que seja uma ditadura. Acho que deverá ser dada a oportunidade de fazer uma ampla defesa", disse em entrevista ao Metrópoles.

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