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Presidente de Israel se diz chocado com guerra: 'Reféns não são prioridade'

Isaac Herzog, presidente de Israel - M10s/Thenews2/Folhapress
Isaac Herzog, presidente de Israel Imagem: M10s/Thenews2/Folhapress
do UOL

Do UOL, em São Paulo

25/03/2025 11h40Atualizada em 25/03/2025 11h55

O presidente de Israel, Isaac Herzog, afirmou que o país não pode perder de vista a meta de trazer os reféns na Faixa de Gaza de volta para casa.

O que aconteceu

"Estou chocado com como de repente a situação dos reféns não está mais no topo da lista de prioridades e no topo da lista de notícias", disse o presidente. Ele falou sobre o assunto em um vídeo divulgado pela sua equipe nas redes sociais.

Retorno dos reféns deve ser "um esforço nacional", disse Herzog. A volta dos sequestrados vivos e a entrega dos corpos dos sequestrados mortos pelo Hamas era um dos pontos combinados no cessar-fogo firmado em janeiro, que foi quebrado por Israel em 18 de março.

Até o momento, 58 das 251 pessoas sequestradas pelo Hamas seguem em Gaza. Segundo a inteligência das Forças de Defesa de Israel, 34 dos reféns estão mortos.

Papel do presidente de Israel é "honorário". No país, o poder Executivo é exercido pelo primeiro-ministro, que atualmente é Benjamin Netanyahu. Herzog tem a escolha de conceder indultos, mas não tem papel em decisões de guerra. Ele assumiu em 2021 um mandato de sete anos, substituindo Reuven Rivlin, de 74 anos, figura da direita israelense. O mandato dele, assim como o de todos os presidentes de Israel, não pode ser renovado.

Bombardeios quebraram cessar-fogo

19.mar.2025 - Palestinos inspecionam os escombros de uma casa após ela ser destruída em um ataque israelense na Cidade de Gaza - Omar AL-QATTAA / AFP - Omar AL-QATTAA / AFP
19.mar.2025 - Palestinos inspecionam os escombros de uma casa após ela ser destruída em um ataque israelense na Cidade de Gaza
Imagem: Omar AL-QATTAA / AFP

O cessar-fogo na Faixa de Gaza começou em 19 de janeiro e foi quebrado em 18 de março por bombardeios sequenciais de Israel. O acordo previa o fim dos ataques em troca da libertação de reféns israelenses que estavam no enclave desde 7 de outubro de 2023.

Ao menos 400 pessoas morreram nos primeiros ataques coordenados e menos de uma semana após cessar-fogo ser quebrado o número de mortos em Gaza passou de 50 mil, segundo o Ministério da Saúde do país. O país afirmou que mulheres e crianças estão entre as vítimas mortas nos bombardeios.

Países estrangeiros e ONU repudiaram ataques. Entre os países que pediram a retomada do cessar-fogo estão Malta, Suíça, Egito e Bélgica. Irã e Turquia afirmaram que Benjamin Netanyahu comete "genocídio" contra o povo palestino.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que voltou a bombardear Gaza porque as negociações chegaram a um "beco sem saída". Após a quebra do acordo, o número de mortos em Gaza desde o início da guerra passou dos 50 mil.

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