Trump anuncia tarifas de 25% contra qualquer país que compre petróleo venezuelano
Donald Trump, determinado a estrangular economicamente a Venezuela, anunciou nesta segunda-feira (24) que qualquer país que comprar gás ou petróleo venezuelano será atingido, a partir de 2 de abril, por taxas alfandegárias de 25% sobre todos os produtos que entrarem nos Estados Unidos.
O presidente norte-americano, que já rescindiu a licença que permitia à gigante petrolífera Chevron operar na Venezuela, e que está intensificando a expulsão de migrantes do país, justificou a introdução dessas taxas alfandegárias escrevendo em sua rede social Truth que Caracas era "muito hostil" aos Estados Unidos.
Esses impostos punitivos devem entrar em vigor no mesmo dia que as tarifas "recíprocas" que Donald Trump prometeu impor de forma generalizada aos parceiros comerciais dos Estados Unidos.
O presidente dos EUA até se refere ao dia 2 de abril como o "Dia da Libertação". Ele fez das tarifas a pedra angular de sua política econômica, social, e até mesmo diplomática.
Na mente deste ex-corretor de imóveis, as taxas alfandegárias são uma arma universal que pode ser usada para reindustrializar os Estados Unidos, reduzir o déficit comercial, absorver o déficit orçamentário, aumentar o emprego e estabelecer um equilíbrio de poder mais favorável para Washington no cenário internacional.
"Inimigos"
Com relação à Venezuela em particular, o presidente dos EUA se comprometeu a deportar um grande número de migrantes acusados de pertencer à gangue "Tren de Aragua", chegando ao ponto de invocar uma antiga lei de emergência, anteriormente usada apenas em tempos de guerra, que permite que estrangeiros considerados "inimigos" dos Estados Unidos sejam presos e deportados de maneira rápida.
O assessor de segurança nacional de Donald Trump, Mike Waltz, disse recentemente que essa gangue, agora classificada como uma "organização terrorista", estava agindo "em nome do regime (do presidente venezuelano Nicolás) Maduro".
A Venezuela nega qualquer envolvimento de migrantes no grupo criminoso. Nesta segunda-feira (24), Diosdado Cabello disse que os venezuelanos detidos em El Salvador estavam sendo "tomados como reféns".
(Com AFP)