Perseguição policial termina em mortes próximo ao Expo Transamérica
Uma perseguição policial terminou com dois homens mortos e outros dois presos em uma avenida próxima ao Expo Transamérica, em Santo Amaro, na zona sul de São Paulo, na noite de ontem.
O que aconteceu
Mortos e presos eram "suspeitos" e trocaram tiros com a polícia, diz Secretaria da Segurança Pública paulista. Em nota, a pasta informou que policiais militares faziam um patrulhamento na Avenida Doutor Mário Vilas Boas Rodrigues, por volta das 20h30, quando "suspeitaram de um veículo HB20, onde dois ocupantes apresentaram nervosismo ao verem a viatura". Quando os agentes tentaram abordá-los, ainda segundo a SSP, "os suspeitos iniciaram fuga em alta velocidade e atiraram em direção aos PMs, que intervieram".
Após os disparos, o veículo alvo da PM parou e todos os ocupantes foram encontrados feridos. Ainda segundo a SSP, os quatro homens que estavam no carro foram encaminhados a hospitais locais, mas dois deles não resistiram. A secretaria não informou a identidade dos ocupantes e dos agentes envolvidos no caso.
Secretaria diz que veículo interceptado havia sido roubado em fevereiro e estava com a placa adulterada. Na mesma nota, informou que, após passarem por atendimento médico, os dois suspeitos presos foram encaminhados à delegacia e passaram por audiência de custódia. A pasta não informou se ambos já têm defesa constituída.
Questionada, SSP não confirma se policiais foram feridos no suposto confronto e quantos disparos foram efetuados contra os agentes. Sobre as armas utilizadas pelos PMs, a assessoria da pasta informou apenas que foram apresentadas na delegacia, "assim como os dois revólveres calibre 38 e um revólver calibre 22, que estavam com os autores".
Policiais usavam câmeras corporais durante a perseguição, mas imagens não foram disponibilizadas. O UOL solicitou as gravações à assessoria do órgão, que alegou que não "dispõe" das imagens e demais informações solicitadas.
Caso foi registrado como "resistência e morte decorrente de intervenção policial". O DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) abriu um inquérito policial para investigar o caso e, ainda segundo a SSP, a PM também apura os fatos.