Especialista que achou destroços de submersível avalia causa de implosão
O especialista que encontrou os destroços do submersível Titan declarou nesta sexta-feira que a implosão tem relação direta com a profundidade que o veículo chegou.
O que aconteceu:
O Titan desceu "além da sua taxa de profundidade", avaliou Ed Cassano, CEO da Pelagic Research Services, empresa responsável pela recuperação dos destroços, durante entrevista coletiva realizada hoje. A informação foi publicada pelo tabloide britânico The Mirror.
Para ele, o veículo não deveria ter ido tão fundo no oceano. A principal teoria é de que o submersível tenha rachado e implodido por causa da pressão no fundo do mar. Buscas foram realizadas por um ROV, veículo submarino operado remotamente e utilizado para exploração e pesquisa nas profundezas do oceano.
Cassano também lembrou que ele e a equipe de buscas ainda tinham esperança de que os passageiros a bordo estivessem vivos. "Infelizmente, um resgate se transformou em uma recuperação", disse.
Amostras de DNA
As famílias dos cinco ocupantes do Titan, que morreram após o submersível implodir semana passada, doarão amostras de DNA para ajudar os médicos legistas a identificar possíveis restos mortais encontrados nas profundezas do Oceano Atlântico.
As amostras serão coletadas para ajudar os investigadores a "obter a imagem mais clara possível" de como as vítimas morreram na tragédia, segundo informou o jornal Daily Mirror.
Um porta-voz da Guarda Costeira do Canadá afirmou ao jornal que "a esperança é que, ao coletar o DNA, isso ajude a identificar a quem pertencem os restos mortais, se provado serem de pessoas".
Uma equipe de legistas já está a postos para analisar os possíveis restos mortais formalmente, disse a Guarda Costeira em um comunicado.
Destroços serão periciados
Destroços do submersível Titan, que sofreu uma implosão catastrófica, desembarcaram no porto de St John's, no Canadá.
Autoridades disseram que a "estrutura de pouso" da embarcação e uma tampa traseira foram encontradas entre os detritos.
A equipe de peritos que avaliará o material está determinada a construir um quadro o mais detalhado possível de como submersível implodiu, segundo informou uma fonte da Guarda Costeira canadense ao The Mirror.
"Eles não só investigarão como o submersível falhou, no sentido estrutural, como também pretendem determinar o que aconteceu com todos a bordo", afirmou ao jornal.