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Joseph Blatter e Michel Platini são inocentados pela segunda vez em casos de corrupção

Muttenz, Suíça

25/03/2025 11h07

O ex-presidente da Fifa, Joseph Blatter, e o ex-mandatário da Uefa, o francês Michel Platini, foram absolvidos pela segunda vez das acusações de fraude, falsificação, má administração e apropriação indébita de mais de US$ 2,2 milhões de dólares (algo em torno de R$ 12,8 milhões).

A dupla já havia sido julgada e inocentada em 2022. No entanto, a batalha jurídica teve desdobramentos. O gabinete do procurador da Suíça recorreu e um novo julgamento aconteceu.

Agora com 89 anos, Blatter demonstrou reação tímida ao ouvir o veredicto de três juízes. Sentado na fileira em frente ao ex-craque francês, ele sorriu e compartilhou um longo abraço com sua filha, Corinne.

"Você viu que minha filha estava vindo com lágrimas porque ela acreditava em (seu) pai e eu acreditava em mim mesmo", disse Blatter. "Esperar tanto tempo afeta a pessoa. E minha família foi muito afetada", completou.

Platini sentou-se com os braços cruzados e, após o veredicto do tribunal também se manifestou sobre o desfecho do caso. "Essa perseguição da Fifa e de alguns promotores federais suíços por 10 anos agora acabou, agora acabou totalmente", disse Platini saindo do tribunal. "Estou muito feliz."

O gabinete do procurador-geral na Suíça contestou uma primeira absolvição em julho de 2022 e pediu sentenças de 20 meses, suspensas por dois anos. A acusação alegou que o pagamento "prejudicou os ativos da Fifa e enriqueceu Platini ilegalmente".

"Michel Platini deve finalmente ser deixado em paz em questões criminais", disse seu advogado Dominic Nellen em um comunicado. "Após duas absolvições, até mesmo o Gabinete do Procurador-Geral da Suíça deve perceber que esses procedimentos criminais falharam definitivamente".

Um novo recurso à Suprema Corte Suíça pode ser apresentado pelo gabinete do promotor, que disse em um comunicado que "decidirá sobre como prosseguir" sobre a questão.

CASO DE UMA DÉCADA

EM 2011, quando ocupavam esses cargos diretivos à frente da Fifa e da Uefa, Blatter fez um pagamento de 2 milhões de francos suíços (cerca de R$ 10 milhões) a Platini sob a justificativa de "consultoria". O escândalo estourou em 2015, esse fato gerou uma investigação, e o Ministério Público da Suíça argumentou que a transação não teria uma base legal. Os dois foram suspensos do futebol pela Fifa por violações éticas.

Em 2022, o tribunal de Bellinzona descaracterizou a acusação e absolveu tanto Blatter quanto Platini. O caso trouxe consequências. Blatter renunciou à presidência da entidade e depois foi banido pelo seu Comitê de Ética. Também excluído do futebol, o ex-meia francês teve a sua pena reduzida (terminou em 2022).

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