Justiça decide que IBM deve enfrentar ação de trabalhador branco sobre metas de diversidade
Por Daniel Wiessner
(Reuters) - Uma juíza federal de Michigan se recusou na quarta-feira a dispensar uma ação judicial que acusa a IBM de forçar a demissão de um consultor branco com o objetivo de promover uma força de trabalho mais diversificada.
A juíza distrital norte-americana Hala Jarbou, em Lansing, Michigan, disse que as alegações de Randall Dill, autor da ação, de que a IBM estabeleceu metas raciais e de gênero específicas para sua força de trabalho e ofereceu incentivos financeiros para que seus supervisores e outros executivos atingissem essas metas são suficientes para permitir que o caso siga adiante.
"Tomadas como verdadeiras, as alegações de Dill apoiam de forma plausível a inferência de que a IBM considera de forma indevida a raça ou o gênero como um fator nas decisões empregatícias", escreveu Jarbou, que foi nomeada pelo presidente norte-americano, Donald Trump, em seu primeiro mandato.
Jarbou negou a moção da IBM para rejeitar a ação de 2024, permitindo que o caso seja levado a julgamento.
A IBM não respondeu de imediato a um pedido de comentário.
Andrew Block, do grupo conservador America First Legal, que representa Dill, disse: "Estamos ansiosos para continuar a litigar este caso e lutar por justiça em nome do nosso cliente"
Fundado por Stephen Miller, um dos principais assessores de Trump, o America First Legal tem entrado com uma série de ações e queixas alegando ilegalidade das políticas de diversidade das empresas.
Segundo Dill, a IBM tinha sistemas de cotas raciais e sexuais que orientavam as decisões de contratação e promoção, e que os bônus dos executivos eram baseados em parte no cumprimento dessas metas, dando a eles um forte incentivo para evitar homens brancos como ele.
A IBM afirmou que não usa e nunca usou cotas de contratação, e que as alegações de Dill são infundadas.
Na quarta-feira, a juíza de Michigan disse haver uma correlação plausível entre o plano de incentivo e a demissão de Dill. "Nesse estágio, Dill forneceu fatos suficientes para apresentar reivindicações viáveis contra a IBM de discriminação racial e de gênero", escreveu.
(Reportagem de Daniel Wiessner em Albany, Nova York)