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Exportação de carne bovina ao Japão

No Japão, Fávaro assina Carta de Intenções para a recuperação de pastagens degradadas no Brasil -
No Japão, Fávaro assina Carta de Intenções para a recuperação de pastagens degradadas no Brasil

Mariana Grilli

28/03/2025 19h38

Esta semana o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, esteve junto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em comitiva para visitar o Japão. Entre as agendas, uma reunião com a Japan Meat Trade Association, em Tóquio, aproximou as relações para a comercialização da carne bovina brasileira para o país asiático.

Diferente da proteína de frango que já é exportada, Fávaro comentou que as vendas da carne de gado bovino são esperadas há 20 anos.

"Estamos prestes a receber, pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), o certificado que reconhece todo o território brasileiro como livre de febre aftosa sem vacinação, uma exigência fundamental do Japão. Esse reconhecimento deve ocorrer em maio e, com a visita dos especialistas japoneses, daremos um passo decisivo para a abertura do mercado japonês à carne bovina brasileira", disse o ministro.

Nesta quinta-feira, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) confirmou que técnicos japoneses deverão visitar o Brasil dentro dos próximos 60 dias para realizar uma inspeção sanitária. Isso significa verificar desde a produção até os frigoríficos e condições de exportação.

O presidente da Abiec, Roberto Perosa, integra a comitiva de Lula. Anteriormente, Perosa era secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, e tem participação ativa nesta interação entre o setor produtivo, o governo brasileiro e o Japão.

Atualmente, o Japão importa em carne bovina o equivalente a US$ 4 bilhões por ano, majoritariamente dos Estados Unidos e Austrália.

Durante o encontro entre Fávaro e o ministro da Agricultura, Silvicultura e Pesca do Japão, Taku Eto, eles também assinaram uma carta de intenções para fortalecer a cooperação na recuperação de pastagens degradadas no Brasil, em apoio ao Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas em Sistemas de Produção Agropecuários e Florestais Sustentáveis (PNCPD).

O acordo prevê o desenvolvimento de projetos conjuntos para aumentar a produtividade e a sustentabilidade, utilizando solos e bioestimulantes fornecidos por parceiros público-privados dos dois países.

COLUNA DA MARIANA GRILLI
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Klabin inaugura fábrica em Piracicaba
A Klabin, produtora e exportadora de papéis e embalagens de papel, inaugurou a mais recente unidade industrial, em Piracicaba (SP). A fábrica é resultado de um investimento de R$ 1,56 bilhão, com capacidade de produção de 240 mil toneladas de papelão ondulado por ano e estoque de papel com capacidade equivalente a 15 mil toneladas. "A localização da Unidade em um grande centro consumidor do Brasil confere à Klabin uma vantagem logística relevante, que agiliza a distribuição para clientes de diversas regiões do País", comenta Cristiano Teixeira, diretor-geral da Klabin.

Moagem de cana em queda
A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) informou que as usinas de cana do Centro-Sul processaram 1,83 milhão de toneladas na primeira quinzena de março. Isso representa queda de 17,81% na comparação com a moagem no mesmo período de 2024. No acumulado da safra 2024/2025, houve queda de 4,94% em relação ao período anterior. "Estamos observando o início da retomada da moagem das usinas agora em março (...), mas esse cronograma pode sofrer alterações a depender das condições climáticas e operacionais", disse Luciano Rodrigues, diretor de inteligência setorial da Unica.

Preço do ovo continua a subir
O preço do ovo continua subindo. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta que a alta em março foi de 19,44% e teve influência de 0,05 ponto percentual no IPCA-15. Foi o segundo maior impacto individual no índice, atrás apenas da gasolina (alta de 1,83% e impacto de 0,10 ponto percentual). Preços do milho em dólar, condições climáticas e a Quaresma são fatores que impulsionam a alta. A expectativa do setor é que os preços voltem a se acomodar após a Páscoa, na segunda quinzena de abril

Maçã, cenoura e banana ficam mais baratas
Maçã, cenoura e banana tiveram preços em queda em fevereiro, de acordo com o boletim Prohort, publicado pela CEAGESP, nesta quinta-feira. Os preços na comercialização da maçã registraram diminuição de 11,84% no último mês. No caso da cenoura, os preços caíram 8,01% na média ponderada, mesmo com a oferta do produto praticamente estável. Para a banana, a redução chegou a 3,59% na média, influenciada tanto pela menor demanda como pelo aumento da produção da nanica, principalmente nos estados de São Paulo e Santa Catarina. Cebola, alface, tomate, mamão e melancia ficaram mais caros.

FRUTICULTURA

Maranhão procura investidores para ampliar produção de frutas

Mariana Grilli

Aconteceu esta semana a Fruit Attraction São Paulo, feira do setor da fruticultura, tradicionalmente realizada em Madrid e que ganhou recentemente uma versão tropical. Uma vitrine para promover a diversidade das frutas, o melhoramento genético, embalagens, refrigeração, logística, e tudo que envolve as exportações do setor.

Entre os expositores, chamava a atenção o estande do governo do Maranhão. Embora o estado esteja ampliando a área produtiva de grãos, o secretário de Agricultura, Flávio Viana, destaca que está em busca de investidores para a fruticultura. Em entrevista ao UOL, ele fala da busca por investidores que queiram produzir e exportar, em uma região propícia para a atividade e perto do Porto de Itaqui.

UOL - O Maranhão vem ganhando notoriedade na expansão dos grãos, mas a fruticultura lá sempre existiu. É prioridade do governo fortalecer esta atividade e manter a diversificação da agricultura?

Flávio Viana - O grão no estado do Maranhão tem se expandido no Sul e Centro do estado, mas a região Norte, mais úmida, é mais propícia para a fruticultura. Tanto Tabuleiro de São Bernardo quanto Tabuleiro de Salangô são regiões de várzea, que precisam ser potencializadas, precisam de investimento. A gente precisa propiciar outras culturas para a agricultura do Maranhão e essa região agrega diferentes potenciais, seja pelo logística, aptidão de plantio e água.

UOL - Estar na Fruit Attraction faz parte desta captação de investidores, certo? Mas quais medidas concretas estão sendo feitas para esse chamariz?

Viana - Sem dúvida. Estamos fazendo uma chamada publica, através de concessão, para quem quiser investir naquela região. No Tabuleiro de São Bernardo são 25 mil hectares e a chamada pública, que está na segunda etapa com estudos avançados, se refere a 6.700 hectares. Em seguida, vamos abrir um edital para pessoas ou grupo de pessoas, físicas ou jurídicas, que tenham interesse em fazer investimento numa área propicia para a fruticultura. Temos mais de 10 rios permanentes e esse é um diferencial para quem faz fruticultura.

UOL - O investidor precisa atuar nos 6.700 hectares?

Viana - Sim, o estudo foi feito para a área completa e ele vai ter um espaço físico para trabalhar da melhor forma possível. É uma gestão de plantio, beneficiamento, industrialização, logística, é processo completo. Naquela região, temos o abacaxi de São Domingos, banana, açaí nativo e de melhoramento genético, além de melancia, cupuaçu, cacau e queremos mostrar que temos potencialidade para produzir frutos excelentes.

UOL - O Porto de Itaqui está mais voltado para o escoamento de grãos atualmente. Ele consegue atender a fruticultura?

Viana - Nós temos certeza de que temos espaço suficiente para atender os dois mercados. Inclusive, estamos com algumas ampliações para atender melhor a produção não só de grãos, mas outras produções. Hoje, o que sai principalmente é grão, mas a necessidade de atender a fruticultura é vista. Temos um investimento de R$ 350 milhões para a construção de um píer para que possamos atender as demandas.

Do ponto de vista de logística, existe uma parte do frete que é muito compensado em relação a outras regiões do Brasil, nosso custo-benefício é mais baixo que outros estados. Além disso, a fruticultura está mais próxima de São Luiz e do Porto de Itaqui, do que os grãos no Sul do estado.

UOL - Quais mercados vocês miram preferencialmente?

Viana - Queremos ampliar a produção do estado para atender todos os interessados, mas já vemos que China e Japão são os principais interessados. Há algumas buscas da Europa, mas a Ásia é um destino prioritário para nós e queremos estreitar relacionamento na feira e adiante.

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