Record perde processo contra atriz e terá de pagar R$ 2 milhões
Resumo da notícia
- Atriz pede sigilo de identidade e ficou 4 anos na Record
- Ela foi contratada como PJ, mas processou a emissora
- Após 5 anos nos tribunais seu advogado saiu vencedor
- Record terá de desembolsar cerca de R$ 2 milhões
Em um processo trabalhista que se arrastou por mais de cinco anos, a Record foi derrotada por uma atriz que trabalhou em novelas e séries na década passada. A emissora terá de pagar cerca de R$ 2 milhões.
A Justiça anulou o processo de "pejotização" (Pessoa Jurídica), que foi o regime em que a atriz foi contratada nos anos em que ficou na emissora da Barra Funda.
A pedido da atriz, hoje em idade avançada, e por segurança, a coluna não revelará seu nome.
Ela atuou em pelo menos quatro produções da Record, e mais tarde retornou a Globo (de onde tinha saído), onde ainda faz eventualmente algumas pontas.
Marcelo Carvalho de Montalvão foi seu advogado. Segundo ele, os autos já estão com o juiz para homologação dos cálculos feitos por um contador judicial.
A Record ainda pode usar algumas chicanas e mecanismos jurídicos para recorrer do resultado dos cálculos, segundo esta coluna apurou.
No entanto não pode mais discordar sobre os direitos trabalhistas devolvidos à atriz e sacramentados em todas as instâncias anteriores.
Na década passada, a Record começou a investir pesado em novelas e, com raras exceções, à época optou pela contratação em regime de PJ (pessoa jurídica) em seu elenco artístico.
No entanto, aos poucos muitos artistas passaram a recorrer judicialmente e a vencer nos tribunais, recebendo de volta os direitos trabalhistas negados pelo regime de "pejotização".
Pelo mesmo motivo, outra atriz, Íris Bruzzi, também processou e fez a Record pagar cerca de R$ 1 milhão em indenização.
A Record não comenta processos trabalhistas.
Ricardo Feltrin no Twitter, Facebook e site Ooops